A Música e o cinema como estratégias de legitimação política do governo Vargas

Código M06

Responsável pelo Minicurso:

André Barbosa Fraga É professor da Rede Estadual de Ensino do Rio de Janeiro, desde 2010. Doutor em História Social pelo Programa de Pós-Graduação em História da UFF e mestre pelo mesmo Programa. É autor de Os heróis da Pátria: política cultural e história do Brasil no governo Vargas (Prismas, 2015), livro originado de sua dissertação de mestrado, que foi agraciada com Menção Honrosa no Prêmio Cultura Histórica e Usos do Passado de Teses & Dissertações do PRONEX 2013. Ao longo de sua carreira, vem produzindo diversos artigos científicos de temáticas relacionadas ao Ensino de História e à História do Brasil Republicano, com especial interesse no Primeiro Governo Vargas.

Objetivos do Minicurso:

O minicurso tem como objetivo apresentar aos alunos e analisar com eles as transformações político-culturais pelas quais o Brasil passou desde a chegada de Getúlio Vargas à presidência da república, em 1930, até a sua saída deste cargo, em 1945. Nesse sentido, serão abordadas as ações de cunho nacionalista empreendidas por essa nova administração federal, que investiu na interferência junto aos meios de comunicação e na criação de inúmeras instituições culturais.

Baseando-se principalmente nos dois órgãos mais importantes para a exaltação da imagem do governo e influentes no âmbito da produção de políticas culturais do regime, o Ministério da Educação e Saúde (MES) e o Departamento de Imprensa e Propaganda (DIP), o minicurso pretende analisar a atuação deles especialmente em duas áreas: a música e o cinema. Para isso, os alunos irão ouvir sambas e assistir a filmes da época.

Bibliografia:

  • D’ARAUJO, Maria Celina. O Estado Novo. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2000.
  • ______. A era Vargas. São Paulo: Moderna, 2004.
  • FRAGA, André Barbosa. Os heróis da pátria: política cultural e história do Brasil no governo Vargas. Curitiba: Prismas, 2015.
  • GARCIA, Nelson Jahr. Estado Novo: ideologia e propaganda política. São Paulo: Loyola, 1982.
  • GOMES, Angela de Castro. A invenção do trabalhismo. Rio de Janeiro: FGV, 2005.
  • GOULART, Silvana. Sob a verdade oficial: ideologia, propaganda e censura no Estado Novo. São Paulo: Marco Zero, 1990.
  • MATOS, Cláudia Neiva de. Acertei no milhar: malandragem e samba no tempo de Getúlio. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1982.
  • OLIVEIRA, L. L; VELLOSO, M. P; GOMES, A. M. de C. (org.). Estado Novo: ideologia e poder. Rio de Janeiro: Zahar, 1982.
  • PARANHOS, Adalberto. O roubo da fala: origens da ideologia do trabalhismo no Brasil. São Paulo: Boitempo, 1999.
  • ______. “Os desafinados do samba na cadência do Estado Novo”. Nossa História. Ano 1, n° 4. São Paulo: Vera Cruz, fevereiro de 2004. Pp. 16-22.
  • ______. Os desafinados: sambas e bambas no “Estado Novo”. São Paulo: Intermeios, 2015.
  • ROSA, Cristina Souza de. Imagens que educam: o cinema educativo no Brasil dos anos 1930-1940. Dissertação de mestrado em História. Niterói/RJ: UFF, 2002.
  • SOUZA, Carlos Roberto de. “Cinema em tempos de Capanema” In: BOMENY, Helena (org.). Constelação Capanema: intelectuais e políticas. Rio de Janeiro: Ed. Fundação Getúlio Vargas; Bragança Paulista (SP): Ed. Universidade de São Francisco, 2001. Pp. 153-182.
  • TOMAIN, Cássio dos Santos. “Janela da alma”: cinejornal e Estado Novo – fragmentos de um discurso totalitário. São Paulo: Annablume/Fapesp, 2006.
  • VASCONCELLOS, Gilberto; SUZUKI JR., Matinas. “A malandragem e a formação da música popular brasileira”. In: FAUSTO, Boris (org.). História geral da civilização brasileira. Tomo III, 4° vol. São Paulo: Difel, 1984. Pp. 503-523.